Cura para o Vírus HIV?

Texto de opinião

 

Este final de semana foi divulgado um resultado empolgante para o mundo e principalmente para a expectativa de vida de crianças infectadas pelo vírus HIV desde o nascimento.

Vamos aos fatos: nasceu uma criança na área rural dos Estados Unidos, em Mississipi. Ela nasceu de uma gravidez sem uso de drogas para controle do HIV materno, que poderia ser considerado um erro na condução do caso, afinal os protocolos atuais nos mostram o valor de usar drogas durante a gestação para diminuir a chance de o bebê nascer infectado.
Ainda assim, este bebê recebeu, ao nascer, uma combinação de três drogas (chamado também coquetel) para seu tratamento. Este tratamento foi inovador, pois usualmente as crianças recebem apenas um tratamento preventivo, com uso de duas drogas.
Este bebê foi testado várias vezes nas primeiras semanas de vida e seu teste sempre foi positivo, ou seja: ele era provavelmente um portador do HIV.
Ao final dos ciclos de tratamento com 18 meses a mãe deixou de fazer o tratamento. Para surpresa de todos, quando retornou ao hospital com a idade de 23 meses, os testes do bebê vieram negativos. Como? Porque? Será o primeiro caso de cura do HIV em crianças no mundo?
Os fatos indicam que pode ser possível estarmos vendo o primeiro caso de cura. Os repetidos testes depois do nascimento mostram que o bebê está funcionalmente livre de vírus, ou seja, as quantidades detetadas nos testes são infinitesimais, e quase insignificantes. Ele não tem mais os padrões de cargas virais típicas de uma criança desta idade infetada.
O que terá acontecido? Será esta forma de tratar com três drogas realmente efetiva?
Ainda há algumas perguntas a respondermos na ciência antes da euforia mundial, mas há uma luz brilhando nos olhos de todos os cientistas pelo mundo a fora por causa desta grande notícia e possibilidade.
Vamos acompanhar o caso, e manteremos a Rede Mães de Minas sempre atualizada com as novas publicações sobre o caso.
Publicado em 4 de março de 2013 / Atualizado em 10 de outubro de 2013

Retrieved from: The New York Times

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