Diabetes na gravidez

A glicose é a principal fonte de energia do nosso corpo! Ela é retirada da corrente sanguínea para dentro das células, pela ação de uma substância chamada insulina (produzida pelo pâncreas).

Por defeitos na sua produção ou na sua ação, a insulina pode deixar de “funcionar” bem. Diabetes é a doença caracterizada pelo aumento da glicose (açúcar) no sangue, provocado por causa desses defeitos.

O aumento da glicose sanguínea pode levar a um perfil de risco para o desenvolvimento de problemas nos vasos sanguíneos. Por consequência esses problemas podem prejudicar nossos órgãos como o coração, os rins e ainda a visão.

Dependendo dos defeitos que a insulina tenha, existem diferentes tipos de diabetes: Diabetes Mellitus tipo 1 (a insulina não é produzia, ou é produzida em baixa quantidade) – normalmente aparece na infância e na puberdade; Diabetes Mellitus tipo 2 (há uma resistência à insulina) – surge na idade adulta ou, mais recentemente, tem aparecido em crianças e adolescentes obesos; e a Diabetes Gestacional que ocorre durante a gravidez. Esses são os tipos mais comuns de diabetes!

Enquanto que a Diabetes Mellitus tipos 1 e 2 são doenças crônicas que necessitam de tratamento e controle pelo resto da vida, a Diabetes Gestacional é específica do período da gravidez.

No entanto, em alguns casos a Diabetes Gestacional pode evoluir para uma Diabetes Mellitus do tipo 2.

As mudanças nos hormônios da mulher durante a gestação levam a um aumento dos níveis de glicose no sangue, para que a oferta de energia seja suficiente para ela e para seu bebê. Essas alterações hormonais pode piorar a diabetes que já existia antes.

As mulheres sabidamente portadoras de Diabetes Mellitus (tipo 1 ou 2) quando engravidam precisam manter um controle ainda mais rígido da sua doença.

  • Diabetes Gestacional:

Esse tipo de diabetes ocorre em mulheres não diabéticas antes de engravidar.

Deve-se ao efeito dos hormônios que aumentam a glicemia (glicose sanguínea) e a uma resistência à ação da insulina.

Os altos níveis de glicemia podem  afetar o desenvolvimento do feto, como:

  • crescimento fetal excessivo
  • atraso no amadurecimento do pulmão do bebê
  • pode provocar alguns tipos de mal formação
  • após o nascimento, filhos de mães diabéticas podem ter maior risco de problemas como a baixa de glicose (hipoglicemia), baixos níveis de cálcio e de magnésio.

Existem alguns fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver essa condição:

  • obesidade
  • idade acima de 35 anos
  • síndrome dos ovários policísticos
  • diabetes gestacional em gravidez anterior
  • história familiar de diabetes

O diagnóstico de diabetes gestacional é feito com o exame de glicemia. Todas as grávidas devem fazer o teste da glicemia em jejum!

Só este teste muitas vezes não é suficiente, e é feito o teste de glicemia após dextrosol ou então é utilizada a curva de tolerância oral à glicose.

Teste de glicemia após dextrosol – consiste em dosar a glicose sanguínea após ter ingerido um suco que contém bastante açúcar

Curva de tolerância oral à glicose – consiste em dosar a glicemia várias vezes após a ingestão de um suco que contém bastante açúcar.

A prevenção ou tratamento é feito com dieta de restrição de açúcares e carbohidratos, exercício físico moderado mas adequado à gravidez e, quando necessário, injecções de insulina ou outros medicamentos.

É muito importante ser seguida por seu médico ou nutricionista.

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 24 de maio de 2013

J Resende - Manual de Obstetrícia, 1991 - Guanabara Koogan Rio de Janeiro

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010.

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