Dos 12 aos 24 meses: alimentação da família

A alimentação complementar, iniciada aos 6 meses, não passa de uma fase de transição para o regime alimentar da família.

A partir dos 12 meses, seu bebê deve passar a ser integrado nas refeições com você e sua família; claro, respeitando sempre a evolução dele, ocorrendo normalmente entre os 12 e os 18 meses – afinal, já não é assim tão bebê, já é uma criança!!

Nesta altura, você deve continuar a amamentação no peito 3 vezes por dia (de manhã, na hora do lanche da tarde e à noite, antes de dormir).

O desmame ideal só deve ser aos 24 meses! Ou seja, o leite de vaca só deve ser introduzido depois que seu filho completar 2 anos, de preferência!

A partir do primeiro ano de vida, a criança deve participar das refeições da família: deve comer à mesa, o que todos comem e na mesma hora!

Esse é um bom momento para que vocês revejam os hábitos alimentares e os possam corrigir.

Seu filho vai aprender por imitação: se você ou outra pessoa não tiver hábitos alimentares saudáveis (por exemplo, não comer legumes e verduras ou frutas), o mais certo é ela também não querer esses alimentos!! Ele vai preferir comer o que você estiver comendo.

Torne a alimentação da família mais saudável: modere o consumo de carnes, tenha sempre presente legumes ou verduras e frutas e não se esqueça da principal fonte de energia para seu organismo – os alimentos ricos em carboidratos (arroz, massas, pão e outros cereais).

A criança vai estabelecer suas preferências e aversões alimentares, sendo crucial a educação do paladar dela. É importante que seu filho saboreie e experimente texturas diferentes, para aprender a gostar.

A refeição deve ser sempre acompanhada de água e, só em ocasiões especiais, sucos de fruta. Os refrigerantes devem ser muito limitados. E também não se deve dar os outros alimentos do almoço ou jantar com leite, porque vai diminuir a absorção de ferro, derivado dos outros alimentos.

Por volta dos 18 meses, é natural ocorrer uma desaceleração no apetite da criança. Não se preocupe se isso acontecer porque também vai ocorrer uma desaceleração no crescimento e ela não vai precisar comer tanto. Desde que continue acompanhando as curvas de crescimento aconselhadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), não tem de se preocupar com a diminuição do apetite dela.

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 7 de outubro de 2013

Mahan, L. H., & Escott-Stump, S. (2008). Krause’s Food & Nutrition Therapy (12th ed.). Canada: Saunders Elsevier.

World Health Organization (WHO). (2012). The WHO Child Growth Standards. Retrieved from: Who.int

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