Hipertensão arterial – risco para gravidez?

A Hipertensão Arterial é definida quando a pressão arterial é igual ou superior a 140/90mmHg em pelo menos duas medidas em momentos diferentes, em pessoas que não estão em uso de qualquer medicação antihipertensiva.

Qualquer grávida com hipertensão deve ser acompanhada com atenção durante o pré-natal.

Se você já tinha a pressão alta antes de engravidar seu médico poderá alterar ou manter o tratamento que ela fazia, pois existem medicamentos mais recomendados para grávidas e outros que podem ser contra-indicados.

O aumento da ingestão de água e redução do sal na dieta são sempre benéficos.

A hipertensão arterial induzida pela gestação refere-se ao aparecimento da hipertensão em consequência da gestação, ocorrendo após as 20 semanas de gestação e desaparecendo até 6 semanas após o parto.

Considera-se hipertensão quando a pressão arterial diastólica (mínima) é igual ou superior a 90 mmHg ou o aumento da  pressão arterial é maior que 15 mmHg do valor medido antes de 20 semanas de gestação.

Quando a hipertensão arterial na gravidez estiver associada a perda de proteínas pela urina (proteinúria), teremos um quadro chamado de pré-eclampsia ou toxemia gravídica.

O conceito de pré-eclampsia ou toxemia gravídica é o aparecimento de hipertensão arterial acompanhada de proteinúria em gestação acima de 20 semanas, podendo haver ou não edema (inchaço) nas pernas, mãos e face.

Se você tiver os primeiros sinais de pré-eclampsia, nunca é demais tentar descansar o máximo possível e fugir do estresse principalmente no trabalho.

Nunca falte a uma consulta de pré natal, mesmo que não esteja se sentindo bem e preste atenção para ver se sua pressão esta sendo aferida.

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 7 de outubro de 2013

J Resende - Manual de Obstetrícia, 1991 - Guanabara Koogan Rio de Janeiro

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010.

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