HIV e Aids

O HIV é o vírus que causa a Aids, uma doença que prejudica as defesas do organismo contra infecções e outras doenças. Diz-se que a pessoa é HIV positivo ou soropositiva quando ela tem o vírus, mas ainda não teve o sistema imunológico comprometido, coisa que pode demorar alguns meses ou alguns anos.

O HIV vai destruindo aos poucos a capacidade do corpo de se defender de infecções e certos tipos de cânceres.

Quando as defesas do organismo estão baixas e a pessoa já está pegando infecções perigosas diz-se que ela tem Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).

Geralmente, os primeiros sinais da Aids são pneumonia e tumores nos gânglios linfáticos.

O HIV é transmitido pelo sangue, pelo sêmen, pela secreção vaginal e pelo leite materno. Um bebê pode ser infectado pela mãe durante a gravidez , na hora do parto e através da amamentação.

Mulheres que são HIV positivo têm um risco maior de complicações na gravidez, como parto prematuro, restrição do crescimento fetal e de perda do bebê, por estarem com o sistema imunológico compremetido.

Hoje em dia, os chamados coquetéis de medicamentos antirretrovirais (com distribuição gratuita pelo governo brasileiro) conseguem, em muitos casos, controlar a carga de vírus no sangue, aumentando consideravelmente a qualidade de vida e as chances de sobrevivência, e principalmente reduzindo o risco de transmissão vertical (da mãe para o bebê) do vírus HIV.

Sem tratamento, o risco de a criança ser infectada é de 25% e o momento mais perigoso para a transmissão é a hora do parto.

Com tratamento durante a gravidez, porém, o risco cai para menos de 2%. Entre as medidas a serem tomadas estão: medicamentos, monitoramento da carga viral, fazer cesariana e não amamentar.

O primeiro passo é seguir o tratamento à risca. O exame para detectar o HIV costuma ser realizado de rotina logo no início do pré natal.

Para mulheres HIV negativo que não têm parceiro constante ou que correm risco, por fazer sexo sem proteção, o médico pode pedir um novo exame para detectar o HIV no terceiro trimestre. Nunca é tarde demais para iniciar o tratamento.

Se você já toma medicamentos para o HIV e acabou de descobrir que está grávida, não pare de tomar os remédios. A pausa no tratamento pode fazer o vírus ficar mais resistente. Procure seu médico infectologista o mais rápido possível para orientações e continue tomando a medicação. Dependendo da saúde da mãe, o médico pode preferir iniciar os medicamentos no segundo trimestre da gravidez, quando a formação dos órgãos principais do bebê já terminou.

É importante avisar o médico logo se os vômitos da gravidez estiverem interferindo na tomada dos remédios.

Dependendo da carga viral presente no seu sangue é provável que o médico opte por uma cesariana. A cesariana reduz o tempo de contato do bebê com as secreções maternas o que diminui o risco de transmissão do vírus. O rompimento da bolsa e as contrações também podem facilitar a troca de fluidos entre mãe e bebê, portanto os médicos preferem evitá-los sempre que possível.

O bebê, filho de mãe soropositiva, recebe a medicação (AZT) logo depois do parto.  É iniciada nas primeiras duas horas após o nascimento e é mantida por pelo menos seis semanas, período em que não se sabe se o bebê foi infectado ou não. Só alguns meses depois é que dá para saber com certeza se a criança não foi infectada. Esses meses são necessários para os anticorpos transmitidos pela mãe desaparecerem do sangue do bebê.

O Ministério da Saúde recomenda a suspensão total da amamentação e a inibição da produção do leite materno. A política na maioria das maternidades é de nem permitir o aleitamento materno quando a mãe é HIV positivo. A amamentação cruzada (por outra mãe) e a pasteurização do leite em casa também são contra indicados pelos médicos.

 

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 24 de maio de 2013

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010.

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