Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico pode ser definido como o fluxo retrógrado e repetido de conteúdo gástrico para o esófago.

É frequente em crianças, na maioria das vezes de evolução benigna e caracterizado pela presença de regurgitações.

A maior parte dos casos corresponde ao refluxo fisiológico, resultante da imaturidade dos mecanismos de barreira anti-refluxo, imaturidade do esfíncter esofagiano que permite a passagem do alimento do estômago para o esófago.

Ás vezes, o refluxo pode ser oculto, ou seja, a criança não vomita, mas o alimento volta até parte do esôfago, causando azia, dores e falta de apetite. As manifestações clínicas mais específicas são: ruminação, vômitos, regurgitações e eructação (arrotos).

Por outro lado, se o refluxo for patológico, vai apresentar várias repercussões clínicas como deficit de crescimento, dor abdominal, irritabilidade, hemorragias digestivas, broncoespasmos, pneumonias de repetição ou complicações otorrinolaringológicas como laringites, sinusites, otites e outras.

Isso exige habilidade no diagnóstico e atenção na escolha do tratamento mais adequado a cada caso.

O diagnóstico deve começar pela elaboração da história clínica completa. Caso seja necessário, são realizados alguns exames complementares para confirmação do diagnóstico.

O tratamento, dependendo da forma de apresentação predominante, pode requerer medidas gerais, tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

@ Liliana Mendes | Rede Mães de Minas

Vale lembrar às mamães que a manutenção do leite materno é essencial. Após as mamadas, coloque seu bebê na posição vertical aproximadamente por meia hora  e só depois coloque-o para deitar.

A amamentação é extremamente benéfica para o bebê com refluxo, porque o leite materno é digerido mais facilmente. Há evidências de que os bebês amamentados  apresentam menos episódios de refluxo durante o sono noturno.

Se a criança já toma leite de vaca, às vezes poderá engrossá-lo com algum lactáceo.

Outro cuidado é fracionar a alimentação para evitar distensão estomacal. A quantidade de alimento deve ser menor por vez e dada em maior número durante o dia.

A cabeceira do berço ou da cama da criança deve ficar elevada (em torno de 30º) para que a ação da gravidade ajude o esvaziamento gástrico.

Evite o uso do bebê conforto em casa, fraldas apertadas e elásticos que pressionem o estômago.

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 24 de maio de 2013

Norton, R. C., & Penna, F. J. (2000). Refluxo gastroesofágico, 76.

Refluxo: como identificar e cuidar do bebê. Retrieved from: Revistacrescer.globo.com

Doença do refluxo gastro-esofáfico - DRGE. Retrieved from: Abcdasaude.com.br

Veja o que a nossa comunidade está dizendo sobre este tema e comente! Comentar