Rubéola

A rubéola pode ser confundida com gripe. Como um resfriado comum, a rubéola é transmitida pelas vias áreas – especialmente através de gotículas de saliva das pessoas infectadas.

Os primeiros sintomas são febre baixa, dores nas articulações, dor ao engolir, coriza, conjuntivite, tosse, indisposição, falta de apetite, aumento do volume dos gânglios.

Em 24 ou 48 horas após o surgimento desses sintomas, aparece uma vermelhidão no rosto, atrás das orelhas e no couro cabeludo, alastrando-se para todo o corpo.

Depois de alguns dias, ocorre a descamação e consequentemente melhora do quadro.

Contrair rubéola durante a gravidez é muito perigoso, pois a rubéola pode ser transmitida da mãe para o bebê que está no ventre, causando malformações fetais.

Transmitida da mãe para o feto, a doença ganha o nome de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e as complicações que o bebê poderá sofrer varia de acordo com o período de gestação:

  • se contrair a doença durante o primeiro trimestre da gravidez,  são maiores as chances de a criança nascer com problemas como a surdez, lesões cardíacas, problemas oculares, distúrbios no desenvolvimento neuro motor, baixo peso, problemas ósseos, retardo mental e outros males gravíssimos (período mais perigoso)
  • no segundo e terceiro trimestres, os riscos para a saúde do bebê ainda existem, mas são menores.

Quando o feto adquire a Síndrome da Rubéola Congênita, nada pode ser feito para evitar as possíveis sequelas.

O melhor a se fazer é se vacinar pelo menos três meses antes de engravidar.

As mulheres que recebem a vacina não devem engravidar nos três meses posteriores a vacinação. Mas se você se vacinou durante o começo da gravidez sem saber que estava grávida, não se preocupe! As chances de que o seu bebê vá ser contaminado são muito baixas!

Se já contraiu a doença anteriormente, melhor! Você já está imunizada naturalmente. Não há comprovação de haver uma segunda infecção, portanto, imunidade para toda a vida.

Nada melhor um acompanhamento pré-natal para obter as informações necessárias para levar uma gravidez saudável e sem riscos para o bebê que está por vir.

 

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 24 de maio de 2013

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010.

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