Se meu filho engolir pasta de dente vai fazer mal?

É praticamente impossível evitar que uma criança até os 3 anos ingira a pasta de dente. Hoje em dia, as pastas apresentam na sua composição corantes que irão conferir um sabor mais agradável. O flúor é seu principal constituinte, um agente que preveni as cáries, mas que se for ingerido vai depositando nos dentes que irão se formar (dentes definitivos) podendo causar a Fluorose. Esse é o risco da ingestão diária da pasta de dente.

A fluorose ocorre durante a odontogênese, que é o processo de formação dos dentes. A severidade e distribuição vai depender da concentração do flúor, durante quanto tempo foi ingerido, o estágio do esmalte e de variações individuais em relação à suscetibilidade. É manifestada, principalmente, pela alteração da cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas.

Nos casos mais graves, adquire-se  uma coloração acastanhada, podendo haver perda de estrutura dentária, tornando-os mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente.

Como não existe nenhum método científico para os seus filhos não ingerirem a pasta, darei algumas dicas pela minha experiência clínica e acima de tudo, de Mãe.

O que podemos fazer é diminuir essa ingestão das seguintes formas:

  • usar um creme dental que não tenha mais do que 400 ppm Flúor.
  • colocar somente na escova  a quantidade mínima de pasta,  referente a um grão de arroz
  • colocar as crianças a escovar os dentes ao mesmo tempo que os pais  – inventarem um jogo, como por exemplo, o “ rei manda”, em que a criança tem que imitar o que os pais estão fazendo. Desta forma tornam a hora de escovagem num momento divertido e em família.
  • pelo menos no final de semana realizar a revisão da escovagem.
Publicado em 4 de janeiro de 2013 / Atualizado em 24 de maio de 2013

Buzalaf, M.A.R. Bioquímica do Flúor - manual didático.

Angmar-Mansson, B.; Whitford, G.M. (1990). Environmental and physiological factors affecting dental fluorosis. J. dent. Res., v.69, p.706-13. Special Issue

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