Verdades e mitos sobre alimentos na gravidez

Você está sempre ouvindo falar sobre os alimentos que pode comer? Outros que não deve comer? Ou que deve comer com moderação?

Vamos tentar responder a suas dúvidas!! Alimento a alimento…

  • Adoçantes:

Evite os adoçantes à base de sacarina e ciclamato, pois apesar de não haver comprovações sobre seu efeito em fetos humanos, já foi demosntrado em ratos que estas substâncias são cancerígenas.

O aspartame, a sucralose, o acessulfame e a estévia são considerados seguros para uso durante a gravidez. Habitue-se a ler os rótulos dos alimentos “diet” ou “ligth” que for ingerir!

  • Mel:

Não tem qualquer problema uma mulher grávida comer mel, exceto se ela tiver alguma doença gastrointestinal. O botulismo é uma doença muito rara em adulto, pois ele consegue se proteger dos esporos causadores dessa doença; além disso, é altamente improvável que conseguisse atravessar a placenta. Por isso, não consegue chegar ao bebê!
Mas atenção, porque depois que o bebê nascer não deve dar para ele mel (nem para adoçar o leite), porque aí a bactéria já vai provocar doença, podendo até levar à morte!

  • Carnes mal passadas:

Existe o risco de transmissão de um parasita que provoca toxoplasmose, através da carne mal passada. Portanto não coma carpaccios e passe melhor seus bifes, não custa nada!

  • Mariscos e frutos do mar:

O perigo está na ingestão de mariscos ou frutos do mar crus, que podem causar infecções. Se bem cozidos em altas temperaturas são seguros. Evite as ostras e mexilhões crus.

  • Peixe, peixe cru e sushi:

Evite comer peixe crus, pois podem estar contaminados por bactérias e parasitas que são prejudiciais ao desenvolvimento de seu bebê.

Nessa mesma ideia, não coma o sushi, por causa do peixe cru! Mas se você é mesmo louca por uma comida japonesa e não aguenta a vontade, escolha aquelas peças com peixe cozinhado!

Nos peixes também tem de ter em atenção que alguns deles podem conter metilmercúrio. Se você não sabe se há risco do peixe estar contaminado com esse metal, prefira sempre os peixes gordos (exemplo: atum, sardinha e salmão), porque as doses de metal são menores, além de serem ricos em ômega 3 – ácido graxo muito vantajoso para o desenvolvimento de seu bebê.

  • Fígado:

Apesar de o fígado ser um alimento rico em ferro, é errado o conceito que se deva comê-lo em grande quantidade na gravidez.

Seu consumo deve ser moderado, pois contém muita vitamina A, que em excesso pode ser tóxica.

  • Ovos:

Pode comer ovos, desde que estejam cozidos!!

Caso contrário, pode correr o risco de eles estarem contaminados por uma bactéria que vai prejudicar o seu bebê!

Evite os molhos e sobremesas que levem ovos crus, como por exemplo a maionese e mousses caseiras!

Mas se estiver com um desejo incontrolável desse tipo de alimentos, não arrisque e prefira os ovos industriais!!

  • Queijos não pasteurizados e leite cru:

Não tome leite de vaca, cabra ou ovelha não pasteurizados, daqueles que vêm direto da fazenda, a não ser que sejam muito bem fervidos. Esse tipo de leite pode estar contaminado por bactérias, se não forem tomadas medidas de higienização muito rigorosas durante o processo de ordenha. Por isso não arrisque! Evite esses leites “crus”!!

Pela mesma razão, evite certos tipos de queijos moles e frescos, como o queijo de coalho, o minas frescal, queijos artesanais, Brie, Camembert, Feta.

  • Café, chá, chimarrão, refrigerantes e chocolate:

Todos estes alimentos têm em comum a presença de cafeína em sua constituição. Vários estudos foram realizados na tentativa de detectar os efeitos do consumo de cafeína pela grávida na saúde do feto, entre eles o risco de baixo peso ao nascer e prematuridade.

Na análise dos resultados destes estudos, pode-se dizer que a cafeína não é proibida na gravidez, mas não se deve ultrapassar a quantidade de 300 mg por dia.

Como as quantidades de cafeína presentes em cada alimento ou bebida podem variar muito, você deve:

  1. tomar no máximo 2 cafezinhos por dia;
  2. evitar os refrigerantes tipo cola;
  3. preferir os chás de ervas como camomila e erva-doce no lugar do chá preto ou mate; e
  4. não tomar mais do que um chimarrão por dia.

Quanto ao chocolate, além da cafeína, é também muito calórico. Reserve-o para aqueles momentos em que a vontade é muito grande e impossível de substituir, e não abuse!

Os efeitos nocivos do consumo de bebidas alcoólicas pela gestante no desenvolvimento do bebê estão muito bem documentados, e não existem medidas da quantidade “segura” de álcool que a mãe pode ingerir sem prejudicar o feto. Portanto, evite as bebidas alcoólicas.

Publicado em 1 de outubro de 2012 / Atualizado em 24 de maio de 2013

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Miroslaw, J. , Siuba, M., (2011) Maternal caffeine intake and its effect on pregnancy outcomes; European Journal of Obstretrics and Gynecology and Reproductive Biology

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