Zika vírus e microcefalia: informação correta é o primeiro cuidado!

Estamos todos preocupados atualmente com o zika vírus e a microcefalia, não é mesmo?
Trata-se de um problema de saúde novo e potencialmente muito grave, pois pode resultar em uma anomalia congênita incapacitante e irreversível.

Nesse momento, buscar a informação segura e de qualidade é a melhor estratégia que toda mulher e todo casal que esteja em uma gestação ou desejando iniciar uma deve fazer.

O zika é um vírus da mesma família e transmitido pelo mesmo mosquito (o Aedes) que o vírus da dengue. O zika vírus, em geral, causa uma doença que pode ser descrita como uma dengue leve. É caracterizada por febre baixa, dores no corpo e nas articulações (juntas), exantema (pequenas manchas vermelhas pelo corpo) e dura no máximo 7 dias.
Portanto, em geral é uma doença leve e passageira, mas se acometer a gestante, especialmente no primeiro trimestre da gestação, pode resultar em uma anomalia grave no bebê: a microcefalia. O Ministério da Saúde confirmou no dia  28/11 a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste.

Então essa é a primeira informação importante para a gente reter: o zyka vírus em geral causa uma doença leve e passageira e apresenta grande risco apenas para as gestantes, especialmente no primeiro trimestre, por causa da possibilidade de causar microcefalia no feto.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida. Mas não há tratamento específico ou curativo para a microcefalia. Como cada criança desenvolve complicações diferentes – entre elas respiratórias, neurológicas e motoras – o acompanhamento por diferentes especialistas vai depender de suas funções que ficarem comprometidas.

O diagnóstico da microcefalia deve ser feito pelo pediatra no primeiro exame clínico do recém nascido e pode ser feito também pelo exame de ultrassonografia.

Por sua vez, o diagnóstico de febre do zika vírus, na prática diária, é completamente clínico, pois não existe exame sorológico (como existe no caso da dengue, ou da hepatite, por exemplo) para se comprovar a infecção pelo zika vírus.

Uma conclusão que se pode tirar disso tudo é que não é necessário as gestantes alterarem a rotina de acompanhamento pre-natal, mas aquelas que suspeitarem ter tido a febre do zika vírus ou apenas contato com o Aedes, especialmente no primeiro trimestre da gestação, devem informar isso ao profissional de saúde na próxima consulta de pré-natal.

Apesar de ter se iniciado e ainda estar muito concentrada no nordeste, os casos de microcefalia associados ao vírus zika estão sendo detectados progressivamente em todo o território nacional e deve-se prever que ele atinja todas as regiões como ocorre com a dengue.

No momento não existem vacinas ou tratamento para o zika vírus e, portanto, a única arma que se tem para lidar com o problema é a prevenção através do combate ao mosquito e da proteção individual.

Então está claro, que todas as gestantes, em todo o país, devem se proteger ao máximo do contato com o mosquito Aedes, em qualquer período da sua gestação, mas, sobretudo, nos três primeiros meses. É importante que elas reforcem as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação, uso de roupas de manga comprida e todas as outras medidas para evitar o contato com mosquitos, além de evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho.

 

Bibliografia

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/20799-microcefalia

http://www.blog.saude.gov.br/50426-nota-sobre-medida-do-perimetro-cefalico-para-diagnostico-de-bebes-com-microcefalia-relacionada-ao-virus-zika

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/descricao-da-doenca-zika

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/situacao-epidemiologica-dados-zika

Publicado em 22 de dezembro de 2015

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